Quem já encarou uma obra na vida sabe bem o desfalque que é né? Por mais que você se programe financeiramente para encarar a empreitada sempre existe a possibilidade de esbarar em gastos imprevistos no meio do caminho. 
Foi exatamente isso que tirou o sono da minha irmã quando ela precisou fazer a obra da casa dela.
Eram sempre muitas ideias, muitos gastos, muitas prioridades e no final das contas a cozinha foi ficando por último e acabou que se deu mal. Já não existia mais verba para deixá-la do jeito que a sister sonhava.

Por muitos meses foi assim que a cozinha dela ficou, sem armários e sem a previsão de quando compraria. Tirando a falta de lugar para armazenar os utensílios do dia-a-dia, o que mais chateava nessa história era a sensação de vazio na parede acima dos lindos azulejos hidráulicos que ela escolheu. 
Preencher aquela parede com algo bonito e útil (já se conformando com a ausência dos tais armários) era tudo que a minha irmã queria. 
E quando a gente quer muito uma coisa, o universo conspira a nosso favor, certo? 
No caso dela…

Eu explico! kkk
Um belo dia, o caminhão da Prefeitura parou na porta do meu prédio para retirar o entulho de uma obra do vizinho. Eu estava chegando de carro na hora, me deparei com o cena e, como boa caçambeira que sou, resolvi dar um confere no conteúdo do caminhão. 
Pára TU-DO! Aquele caminhão estava simplesmente transbordando gavetas incríveis por todos os lados e eu obviamente tratei de catar todas as que eu pudesse carregar. #fominha 
Ainda no processo de selecionar as mais inteiras e novinhas uma ideia chegou sem pedir licença: Aquelas gavetas seriam a solução momentânea (#sqn) para a falta de armários na cozinha da minha irmã. O lance era convencê-la da possibilidade. 🙂
Com toda a lábia de irmã mais velha, não precisou muito pra ela topar e já no dia seguinte estávamos no local do crime, pregando como se não houvesse amanhã, as belíssimas gavetas do caminhão de lixo. 
E assim, mais uma vez, cumpriu-se a profecia: Quem não tem cão caça com gato. Quem não tem armário, vai de gaveta mesmo. kkk

 
4 gavetas, 16 furos, 16 buchas e 16 parafusos depois, eis que surge um armário/estante totalmente “0800” para a alegria da cozinha da maninha! 
Ainda penso em fazer melhorias, como acrescentar uma pequena prateleira no meio de cada uma delas, mas do jeito que está já está batendo um bolão. 
O tom da madeira é tão lindo que não deu nem vontade de pintar. Saca só!

 

Minha irmã não poderia ter ficado mais satisfeita (se fosse um armário planejado ficaria, fato! kkk) e eu mais orgulhosa pela minha ideia ter dado certo. Com uma boa dose de criatividade consegui dar um uso diferente e útil para as gavetas do caminhão de lixo, reduzindo o lixo descartado e fazendo minha irmã feliz. 
Estava de bom tamanho? Estava! 
Mas tudo que é bom pode dar uma melhoradinha né?
Por 50 reais meus “armários planejados” ganharam um charme a mais!!! 
Esse foi o preço que paguei por 5 metros de fita de LED comprados no Saara (Bazar Conceição) e que fizeram toda a diferença na história. A fita já vem com adesivo na parte de trás e foi só colar em volta do conjunto de gavetas pra cozinha ficar bem mais interessante. Se liga!

 
 
Aí gente, muito amor por essas gavetas viu?! 
Quando olho coisas assim nem acredito que vieram do lixo e que ninguém pensou em reaproveitá-las (coisa que obviamente você vai fazer quando encontrar algumas por aí né? Rs). 
Sendo assim, fica uma lição esperta: Use sempre a criatividade para resolver seus dilemas de decoração! É estimulante, divertido e costuma não custar nada! 🙂
Heim, heim?! 🙂

Por Vanessa Visentin. (Esqueceu de mim? Entre aqui e relembre como essa história começou). 
E aí pessoal? Quanto tempo né? Quase uma eternidade! Por muitas vezes eu achei que esse post não aconteceria. Foram tantas as emoções nessa minha jornada obrística que o quase impossível aconteceu: A obra acabou e eu já me mudei!!!
Quem acompanhou o início da minha saga “à procura do cantinho perfeito”, sabe que quase 1 ano se passou desde que comprei meu primeiro imóvel e entrei em obras. E como era de se esperar eu esperei mais do que pretendia e minha paciência foi testada até o limite do aceitável (Os pepinos de uma obra acontecem pra todo mundo, estamos todos no mesmo barco).

Tentei por muitas vezes escrever pra vocês contando minhas aventuras regadas a sangue, suor e entulho, mas cadê tempo? Esse lance de ser mãe, mulher, profissional e ainda tocar uma obra faz com que a gente quebre várias promessas. E assim aconteceu: Sumi do mapa.

Tudo que poderia ter dado errado, deu. Tudo o que eu poderia ter gasto além do planejado, eu gastei. Tudo o que poderia ter demorado, demorou (lembre-se que me prometeram o apê pronto em 3 meses… hahahaha… tem que rir!). Mas enfim, nem tudo foram flores, mas em compensação muitas lições foram aprendidas e eu me orgulho muito de ter conseguido chegar até o fim!

Mas hoje venho aqui te contar essa boa notícia, trazer algumas fotos da tão sonhada fase “decoração em andamento” e também me colocar a disposição para responder qualquer dúvida sobre o meu “suado” momento obra.

Vamos finalmente ao “antes e depois” ? 3, 2,1 e…

Pintei a sala todinha de cinza e ficou do jeitinho que eu imaginava. Tirei a porta da cozinha e coloquei uma de correr para ganhar espaço. A “sala de jantar” está uma bagunça e ainda não tem lustre mas em breve resolvo esse problema.
A cozinha ainda é uma grande promessa. Ainda não tenho armários e tô me virando do jeito que dá. Mudei a pia de lugar e fiz uma grande bancada de granito em toda a largura da parede. Ainda tenho que colocar azulejos ou pensar em alguma solução para a parede da pia. A grande vedete é minha porta de correr amarelo-gema. Adoro!
Na sala está tudo meio jogado ainda. O lustre é uma gambiarra, a janela não tem cortinas e os sofás estão super detonados pela obra e pelos meus queridos gatinhos. Mas reparem no meu chão: O trabalho de restauração dos tacos e sinteko ficaram muuuito bem feitos!
Ahhh, isso é motivo de orgulho! O banheiro grande e nada funcional foi “partido ao meio” e virou um banheiro principal e uma suíte pro quarto do meu filho. As coisas que mais gostei foram: Rebaixamento do teto de ambos, mangueira de led atrás dos espelhos (a luz da suíte é azul!) e minhas bancadas de cimento queimado. Como ainda não tenho blindex, na hora do banho é uma molhadeira só.
Nesse espaço ainda está tudo meio jogado e a bagunça predomina. Mas a criança tá feliz, isso é o que importa!
A grande sacada desse espaço foi destruir essa construção estranha atrás do tanque. Ganhei uma área enorme e, como minha cozinha é mínima, esse lugar se transformará numa copa que vai ganhar até uma churrasqueira elétrica (comprei uma no brechó por 50 reais). Transformei o quarto de empregada em lavanderia. Tá uma zona de dar dó ainda mais com o tempo eu chego lá. 
É isso pessoal! Se a Vivi quiser continuar com a coluna Obra-prima 303 eu posso pintar por aqui de vez em quando pra mostrar detalhes da fase decorativa do apê que está apenas começando. Mas como eu furei tanto com ela e com a coluna desde então, não sei se ela vai me querer por aqui de novo não. Hahahahaha.
P.S. O meu quarto e o quarto de hóspede/escritório eu vou ficar devendo porque não têm nenhum atrativo ainda pra mostrar. Mas do que viram até agora, valeu o perrengue da obra? Me contem aí vai 🙂


Beijos em todos, Vanessa. 

Oi? Tá lembrado de mim? Sou eu, Vanessa, aquela que começou uma obra e achou que tava tudo sob controle e que problema só acontece na obra dos outros.
. . .  (Pausa dramática)

Então, aconteceu o que eu (inocentemente) não esperava. A obra igrejou !!! Kkkk (rindo de nervoso). Por isso a minha sumida justificável!

Uma seqüência de pequenos acontecimentos, todos milimetricamente organizados para acontecerem no mesmo momento, são capazes de f#%@$ com o seu cronograma e fazer aparecer feito mágica os primeiros fios brancos na sua cabeça.

É arquiteto que não atende telefone, é loja que atrasa entrega, é mestre de obra que falta, é compra de material que não estava previsto… Enfim, a lei de Murphy deve ter sido criada depois de uma obra, com toda certeza.

Mas hoje estou de volta por que, apesar do pouco avanço, tenho algumas coisinhas pra mostrar pra vocês. Bora chegar lá na obra?

1- Meu chuveiro quadrado (era mais caro, mas era sonho de consumo!)
2-
Nicho para shampoo (ficou ótimo e espaçoso, do jeito que eu queria)
3-
Torneira moderninha (foi a mais barata dos modelos que gostei)
4- Bancada e prateleira de cimento queimado que o Jorge fez (Já tá com resina, ao vivo tá bem bonita)
5- Banquinho de alvenaria pra dentro do box também feito pelo Jorge
6-
Decidi botar o mesmo revestimento no box todo (ficou mais harmônica a área molhada assim)
A bancada ficou bem espaçosa e funcional, cabe muita coisa em cima.
Na parede ainda falta pintura. Tô pensando em branco mesmo pra dar uma clareada, o que acha?
Close das peças. Gostaram?
Olha a cerâmica que imita madeira no chão! Tá sujinha mas tá bem bacana ao vivo.
E a suíte do filhote, por enquanto, ainda é uma promessa:
E ai? Me conta o que tá achando até agora? Meu banheiro tem potencial? Aguardo comentários gente, não me deixem só! Rs. Ah, e faltou dizer, tava com muita saudade de vocês também… kkkk

Nos vemos em breve, assim eu espero! Por enquanto vou ficar aqui curtindo a vista:

Mini-flashback aqui
Por Vanessa Visentin      
Quando você aceita o desafio de fazer uma obra grande meio que por conta própria como a que estou fazendo, a primeira coisa que pensa é fazer uma planilhinha de Excel bacana e nela colocar tudo que “acredita” ser necessário, não é mesmo?

Pois essa pobre mortal que vos fala, fez a mesma coisa e veja só, achou que estava tudo sob controle no quesito finanças. BIG MISTAKE!!! Sabe por quê? Por que a gente só prevê a parte bonita da obra.

Duvido que você (marinheiro de primeira viagem) pense em colocar nesta planilha todos os canos, tijolos, sacos de areia, sacos pra entulho, custo de aluguel de caçamba etc… Até por que você não tem noção do que será necessário em termos de quantidade (ou porque esqueceu mesmo). E vou te dizer, esse tipo de material consome grande parte do teu orçamento e se você não prevê corretamente, pode comprometer seriamente o custo total da obra.

Tome cuidado com isso, conte com esse desfalque pesado e abra uma conta na lojinha de material perto da sua casa, porque o pedreiro vai precisar ter autonomia para comprar as coisas necessárias sem ter que ficar te pedindo tudo a toda hora. Essa é a parte chata.

A parte boa (pelo menos eu curti) foi a hora de sair pra escolher os revestimentos. Tem um mundo de opções disponíveis, para todos os gostos e bolsos. Mas como já sabia o que queria, fui direto ao objetivo.

Aqui no Rio nós temos várias fontes e lugares já conhecidos para perambular a procura de revestimentos. Fui à rua Frei Caneca, por que pra mim é mais perto e mais prático do que parar na Barra, que também tem muitas opções como a Leroy Merlin, C&C, Inove etc.

Para comprar revestimento você não precisa ser nenhuma expert, até porque o carinha da loja vai te ajudar a calcular certinho o quanto vai precisar de acordo com a metragem de cada cômodo. E assim, finalmente comprei os revestimentos pro meu banheiro:

Esse é o porcelanato que comprei para fazer a área molhada dentro do box. A marca é Elizabeth e comprei na loja Caneca Show, na rua Frei Caneca, 52. Escolhi a placa de 62×62 da cor Concrete Gray, (acho que está fora de linha porque não achei no catálogo 2011 da marca) e paguei R$35,00 o m2. Chorei a taxa de entrega e o vendedor fez por R$ 60,00 (era R$70,00). Paguei por que cada caixa pesa em média 30 Kg (comprei 13 caixas), o meu prédio não tem elevador e acho que meu pedreiro não merece esse sofrimento.
Esse revestimento é para o piso do meu banheiro. É da marca Itagres e comprei na Amoedo (também na Rua Frei Caneca, 68). Escolhi a placa de 23×67 no padrão Pau Brasil natural (que é igualzinho a madeira!) e paguei R$59,90 o m2. Neste caso nem chorei a taxa de entrega por que achei bem paga, R$ 30,00 para entregar em Laranjeiras. O estoque deles fica no Recreio. Retirar lá, nem pensar!!

E como o objetivo desta coluna é ver todo mundo participando, queria mais uma vez a ajuda de vocês:

Plano A: Colocar o mesmo revestimento que usarei no piso do banheiro, também no piso do box, criando assim uma unidade no piso todo. OU

Plano B: Colocar o mesmo revestimento das paredes do box no piso, delimitando a área molhada toda com o mesmo acabamento.

Deu pra sacar a dúvida?

Então…Fico por aqui esperando a ajuda de vocês e no próximo post a gente conversa mais, agora sobre chuveiros, cubas e torneiras. Beijo molhado!

 

Não quer pegar a obra andando? Passe antes por aqui.

Por Vanessa Visentin

A primeira martelada a gente nunca esquece!

Dá uma sensação danada de boa quando ouvimos o som que vem das primeiras marteladas… O barulho que marca o momento em que derrubamos a muro que separa o sonho da realidade… Aff! Momento filosófico baixando aqui no obra-prima? Até pode ser. Mas a analogia foi apenas pra deixar claro: A obra já começou e o banheiro já foi abaixo.

Fiquei impressionada como é fácil destruir um (já destruído 🙂 banheiro em apenas 24 horas. Isso mesmo! A obra começou semana passada e o Jorge (meu mestre de obra) e seu ajudante, não satisfeitos em deixar o banheiro no osso em apenas um dia, partiram para a cozinha e já andaram detonando por lá.

E eu, como uma boa capricorniana (precavida e indecisa pra caramba!), tenho que correr contra o tempo para achar os revestimentos pra colocar nesses dois ambientes. Antes de tudo, mostro pra vocês a planta (muito mal feita pela imobiliária que me vendeu o apê) e as mudanças que decidi fazer em conjunto com minha arquiteta, para vocês entenderem o que vem por aí.
Deu pra entender né? As mudanças são poucas mais em matéria de obra, pouco é sempre muito. Se alguém tem alguma coisa a dizer ou sugestão a dar, o momento é esse! Fale agora ou cale-se para sempre!

O(s) banheiro (s) 

A grande dúvida em relação ao projeto do banheiro principal foi a posição do vaso sanitário. O que você acha? Me ajuda escolhendo entre a planta 1 ou 2?



 Olha o 3D dos dois banheiros como ficou (com a opção do vaso atrás da porta):

 

Escolher o projeto está sendo tarefa árdua. Mas difícil mesmo será decidir os acabamentos… Sempre muitas dúvidas e opiniões que nem sempre sabemos se são reais, tipo: Cimento queimado é difícil de aplicar, não existe mão-de-obra decente e nem sempre o resultado fica bacana… Pastilhas dentro do box sempre ficam com alinhamento torto, acumulam limo no rejunte e dão trabalho pra limpar…e por ai vai.
A única certeza que tenho é que se optar por cerâmica, vou escolher a de placa retificada, que é aquela sem quina, que fica juntinho uma da outra e quase sem rejunte aparente.
Fui à Leroy Merlin, na Amoedo, rua Frei Caneca (aqui no centro do Rio) e vi tantos revestimentos de encher os olhos que fica até difícil escolher. Mas por enquanto, o que está me enchendo os olhos de verdade é a poeirada que tá saindo do quebra-quebra da obra. Haja colírio!
Até semana que vem pessoal! Rezem por mim!

Oi gente, hoje quem vos fala não é Vivi.

Calma, você não está no blog errado.
A partir de hoje quem dá as caras no pedaço sou eu, irmã da Vivi e por direito, vice-presidente do Decorviva! Rs.

Deixe-me fazer uma breve introdução para que você entenda um pouco mais sobre mim e o que me traz a essas bandas. Meu nome é Vanessa, sou relações públicas, casada, tenho um filho de 8 anos e acabei de realizar o sonho de comprar um apartamento.

Por esse maravilhoso motivo, estarei aqui a partir de hoje assinando a coluna Obra Prima 303 (que é o número do meu novo cantinho) para dividir com vocês todo o processo de reforma do apê, que apesar de ser no bairro, na rua e no estilo de prédio que queria, está todo detonado e precisando que uma fortalecida bacana para ficar do jeito que eu sempre sonhei. Obra casca-grossa, lá vamos nós!

Toda semana vou mostrar a evolução da reforma, os erros e acertos, a escolha de materiais e o que há de mais novo e moderno no maravilhoso mundo da obra-com-pouca-grana-que-precisa-de-soluções-que-caibam-no-bolso.

Como sou leiga nessa história toda, conto muito com a sua opinião para me ajudar a resolver dilemas e tomar decisões. Quero “compartilhar” tudinho com vocês para que possam “curtir” junto comigo o resultado final de cada etapa da obra. Talvez você esteja passando por isso, ou um dia ainda passará. Only God Knows!

Vamos começar fazendo o reconhecimento do terreno? Dá uma olhada nessas fotos (photoshop zero) e comece a imaginar o tanto de assunto que ainda teremos pela frente. Mãos a obra pessoal!


Sentiu o drama? Então até semana que vem, lotada de novidades e sacos de entulho. Se Deus quiser! (Medo da “Obra Prima 303” virar “Obra de Igreja 303” !!!)
Fotos: Vivi Visentin ( mas essas daí, qualquer um faria…rs)