A intenção não era a de mudar o mundo. Mas foi quase o que aconteceu ontem aqui em casa e durou exatamente um diazinho só. Me deu uma louca (eu quero é novidade!) e do nada, fiz mudanças significativas no layout do meu home office. Tudo começou com a chegada de um par de cavaletes (79 pratas cada na Etna, pasmem!) que comprei pra substituir a mesa antiga que tem a mesma idade que o número de camadas de tinta que já dei nela, muitas. Enfim, isso pra dizer que apenas o cavalete é novo. De resto foram umas pinceladas, redesenhar a disposição dos móveis, trazer coisinhas esquecidas em outros cômodos e começar a brincar. Cara, como eu voltei a me sentir bem nesse cantinho da casa de novo! Mudanças assim mudam muita coisa. Believe me.

Vou colocando fotinhas comentadas pra você ver como é fácil se empolgar e fazer mudanças assim na sua casa também, tá?

 

Fala sério! Quanta diferença! Trouxe a estande mal aproveitada da sala, o pufe e um monte de coisas que gosto e estavam espalhadas pela casa. Note que o tampo da mesa foi aproveitado da mesa antiga, só ganhou tinta branca.
Visão de quem entra no ambiente. A mesa que tava à direita, passou pra esquerda, onde estava um sofá que foi pra sala de estar dar uma espairecida.
 Toque que traz harmonia: prateleira pintada na mesma cor da parede oposta. Lousa feita por mim: moldura antiga + pedaço de eucatex pintado com tinta preta. Olha como o tampo da mesa em branco clareou o ambiente.
Na parede recém pintada agora fica a estante. Um pufe e uma cadeira ficam de stand by caso alguém apareça pra uma reunião. Objetos divertidos e música também animam o trabalho.

 

Se gostou da mudança e quiser revolucionar um ambiente da sua casa em apenas 24 horas, vá em frente. Nada que um relaxante muscular no dia seguinte não resolva. 🙂
Nota: Esse post já estava pronto antes da terrível tragédia que o Japão enfrenta. Publicá-lo hoje é a minha forma de prestar uma homenagem ao povo japonês e a todas as vítimas dessa catástrofe.
 Existe um costume nacional no Japão chamado Koinobori que é o de erguer mastros enfeitados com carpas de papel e tecido, uma tradição bem antiga que acontece desde 1603. Essa é a forma de comemorar o dia das crianças, particularmente, o dia dos meninos, que no Japão cai no dia 5 de maio. As carpas coloridas para os japoneses representam “jóias vivas que nadam”. Suas cores e estampas são resultantes de sucessivos cruzamentos e mutações genéticas planejadas por seus criadores. São peixes calmos que sobrevivem somente em águas límpidas e vivem cerca de 70 anos (há registro do recorde de 226 anos!). Esses peixes representam o desejo da família de que seus filhos cresçam fortes e vigorosos. Diz-se que as carpas podem nadar contra a correnteza e saltar cachoeira na época da desova e, por isso, simbolizam perseverança e valentia. Simbolizam também beleza, tenacidade, força, obstinação, vigor físico e mental.
O Koinobori é hasteado em todo canto do Japão para que os meninos cresçam com as qualidades de uma carpa. Há uma padronização de cor, referente a cada membro da família. O pai seria a carpa negra. O filho mais velho, a carpa vermelha. O segundo filho, a carpa azul. O terceiro, verde. O quarto, violeta. Depois de hasteadas para o dia das crianças, as carpas permanecem ao vento por algumas semanas, depois são recolhidas, limpas e guardadas com muito carinho para o próximo ano.
Por que te conto isso tudo? Porque mesmo tendo conhecido há pouco tempo sobre essa bela tradição e do que as carpas representam para os japoneses, já tinha grande admiração por suas cores e seus desenhos e acabei comprando uma pra mim quando passeava pelo bairro da Liberdade em São Paulo.Resumo da ópera: trouxe um pouco das cores dessa comemoração japonesa pra minha casa, só que em forma de almofada, que eu mesma enchi e costurei. Ao contrário do Koinobori japonês, na minha casa todo dia é “dia das meninas” e a minha carpa fica nadando (decorando) pra lá e pra cá o ano todo.

Se você gostou, arigatô!

> Ao Japão, perseverança e valentia!
Somar, dividir, multiplicar e subtrair. Já reparou na quantidade de operações matemáticas que a gente faz no dia a dia, contas que vão muito além de números num papel? Pense nas contas que você anda fazendo. Pense nos resultados que você vem obtendo em tudo o que você se mete e se compromete, com as pessoas que você convive, com o lugar que você vive, e acima de tudo com você mesmo. Eu tenho pensado tanto nessas equações complexas, que até a simplicidade de um post sobre “antes e depois” me leva a mais uma reflexão.
Cestinha abandonada + lata de tinta spray + boa vontade = Um lindo porta temperos.

Por essas e outras que eu acredito que a grande sacada da vida é somar. Tanta coisa boa junto só pode terminar bem.

Vou te fazer uma pergunta e quero sinceridade, ok? Quantas vezes você realmente usa a mesa de jantar e faz suas refeições nela, sozinho ou junto com a família? Se a resposta for a da maioria dos entrevistados, você respondeu quase nunca, não é mesmo?

Pois é, essa constatação foi prevista pela consultoria inglesa WGSN, um dos maiores escritórios de pesquisa de tendências de moda do mundo, que lançou em 2010 uma divisão específica para detectar o que será tendência na decoração, a Home Build Life (HBL).

Segundo a WGSN, a sala de jantar não vai mais existir em 2020. Pelo menos não como espaço formal, mesa retangular com lugares marcados que representem a hierarquia familiar. As refeições diárias ou as de dias festivos serão feitas informalmente nos sofás, diante de mesas que abrem e fecham, ou num prolongamento da cozinha em mesas arredondadas (como nas copas de antigamente), num ambiente mais acolhedor e de aproximação entre as pessoas. “A sociedade está cada vez mais trancada em condomínios e mantendo relações virtuais que diminuem a interação real”, diz Andrea Bisker, diretora da WGSN para a América do Sul. “É natural que se busque o conforto do lar como antídoto para a insegurança, como local para relaxar, se proteger e ter conforto.”

Esse movimento gera o desejo do consumidor por uma casa flexível, com móveis que podem ser mudados de lugar facilmente em ambientes modulares e que tenham mais de uma utilidade. Particularmente, apesar de reconhecer a tendência e acreditar que minha sala seria muito mais ampla sem a tradicional mesa de jantar, continuo old school e mantenho a minha, porque mesmo usando pouco, acho que ainda é melhor com ela do que sem ela.

TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO:
Pouco espaço? Um aparador atrás do sofá vira mesa na hora das refeições.
Espaço multiuso: Mesa de jantar + home office no mesmo lugar.
Em dia de festa eu encostaria a mesa na parede e ganharia uma pista de dança.

Cadeiras diferentes trazem leveza e descontração a essa mesa gigantona.
Para dar nova função ao espaço é só distribuir as cadeiras pela casa e usar a mesa como aparador.
Essa minha mesa de jantar é tudo. Ocupa pouco espaço, tem tampo extensível e 4 lugares que já chegaram a 10 num almoço entre amigos. Posso mudar estofado e até jogar uma tinta nela, mas no lixo eu não jogo não.

Fotos: Site Casa e Jardim (com exceção da primeira vinda do site da Casa Cláudia e da última que é minha )