Olho clínico. Móveis de brechó comprados em boas oportunidades. Ideias a mil. Imaginou isso tudo junto? Então você vai captar rapidinho do que Ivana Curi é capaz. Ainda mais se souber que ela mistura trabalhos na área de estilismo, design de jóias, cenografia de moda e criação de objetos. Esta é a síntese dos muitos caminhos da “multimídia” Ivana.Nascida em Minas Gerais com genuína alma carioca, moradora de Santa Teresa e filha do artista Ivon Curi, Ivana é fascinada por materiais e suas possibilidades e adora “experimentar“ tecnologias, unindo função e beleza em seus projetos.

Atualmente com foco na repaginação de mobiliário de época por meio de técnicas diferenciadas e uso de materiais alternativos, têm (re)decorado residências, onde o tempo e o orçamento são reduzidos. E o seu caso?

Se a resposta for sim, olha o que ela tem pra te dizer: “Desenhar coisas novas é muito bom, mas existe no mobiliário de época uma proporção tão bacana e elegante que deveria ser respeitada e admirada, assim prefiro aplicar as novas tecnologias para recuperar e preservar o que já existe.” Concordo em gênero, número e grau, Ivana!

Confira:

O arranjo de folhas do móvel decô partiu de uma planta que estava com praga. O desenho da praga era tão lindo que Ivana escaneou e as reproduziu para fazer essa estampa localizada. Laminados de madeira foram usados para dar base a impressão digital.

 

Poltronas reformadas e estofadas com tecidos jacquard variados que receberam stencil de flores e grafismos. O encosto reproduz dois casais de noivos no dia de seus casamentos por meio de impressão digital.

 

Esq: O espelho é na verdade a imagem de uma janela velha recortada e aplicada sobre ele. Quase uma obra de arte!
Dir: O móvel Café é o xodó da criativa. A prancha central do móvel tem detalhes que ninguém mais encontra por aí. Um verdadeiro achado! Para decorar a peça, Ivana usou imagens de um livro que adora sobre café. Os puxadores são uma atração a parte. Pontiagudos e modernosos foram escolhidos justamente para causar estranheza e quebrar o clima casinha da peça.

 

Esq: O cabideiro-espelho mistura funcionalidade em dose dupla. Unidos num módulo autoportante, permite a troca de roupa e a olhadinha final no mesmo lugar. Genial!
Dir: A arara veio da necessidade de aliar simplicidade, autonomia e elegância na hora de expor coleções. É toda de encaixe, é leve e bonita o bastante para freqüentar qualquer feira de moda ou quarto descolado.

 

Pôsteres criados para um evento de moda onde Ivana ousou e fez sátira sobre as expressões mais usadas no meio. O que estampa a “identidade da Barbie” do início do post também faz parte da coleção. Fashion no último!

O móvel “Pretinho básico” foi reformado, pintado e ganhou espelhos laterais, pois havia um rebaixo que pedia isso. Na parte central, uma renda feita em recorte eletrônico foi feita no espelho somando charme a peça. O gran finale foram os puxadores que são bolas de louça que ela mandou furar.

Curtiu o trabalho da Ivana? Então chama pra tomar um café na sua casa e apresenta a ela aquele seu móvel que já teve dias de glória. Tenho certeza que depois de conhecer Ivana Curi, ele nunca mais será o mesmo.Tem mais Ivana por aqui.

A torcida do flamengo sabe (mas talvez você não saiba) que a Pantone é a empresa mais famosa do mundo quando o assunto é cor. Inaugurada em 1963, criou um sistema inovador de identificação e combinação de cores que é a base dos produtos e serviços da empresa. A Pantone fornece tabelas de cores voltadas para a indústria de impressão, têxtil, entre outras, com o objetivo de ajudar os profissionais dessas áreas a controlar o uso de cores e, de quebra, ainda aproveita a fama pra lançar produtos da marca como os que você vê aqui.
Explorando as cores e suas possibilidades, a Pantone criou até um hotel próprio, você sabia?
Pois a cidade de Bruxelas na Bélgica te dá a oportunidade de desfrutar de um hotel onde você pode escolher o quarto de acordo com seu humor ou estado de espírito. Se você é nervosinho, melhor reservar um quarto em tons de azul claro. Já os mais calientes, podem se jogar no de tons vermelhos.


A decoração do hotel tem como base o branco que serve para destacar as cores, afinal de contas tudo gira em torno delas. As suítes possuem fotos e painéis decorativos, poucos móveis e muitos detalhes vibrantes, que garantem uma experiência única.

Criar um hotel onde as pessoas possam “viver” o produto foi a grande sacada da Pantone, e mesmo que o hotel não seja exatamente para o consumidor final e mais voltado para empresas e profissionais, o conceito da marca está ali firme e forte.

Eu como sou diretora de arte e trabalho com as tabelas Pantone há milênios, fiquei amarradona de estar um dia nesse hotel. Fato que me hospedaria no tal quarto de tons de vermelho (Rs). E você? Qual escolheria?

Sabe o que faz alguém largar tudo e correr atrás de um sonho? Paixão. E foi exatamente a paixão que moveu o fotógrafo Ricardo Visentin a deixar de lado o curso de engenharia civil nos idos de 1978, quando percebeu que a idéia de ser um promissor engenheiro já não era capaz de fazê-lo sonhar.
De lá pra cá, depois de muito se aprofundar no mundo das imagens, Ricardo desenvolve atualmente uma série de fotografias chamada “Rio em branco e preto”, com imagens que parecem conseguir o impossível: tornar os cenários multicoloridos do Rio de Janeiro ainda mais marcantes em duas cores, através de cliques de tirar o fôlego. Impossível não se apaixonar também não é mesmo?

 

Ricardo Visentin tem um estúdio de 100m² com pé direito de 5m e uma vista espetacular da enseada de Botafogo. Manda um email pra ele e saiba como ter um cenário espetacular como esses na sua casa também. E você acertou: Ricardo é meu brother, e sim, eu sou suspeita pra falar.

Dá uma olhada no clipe dele:

Montagem com foto do Apartment Therapy

O título-trocadilho desse post não deixa dúvida sobre duas coisinhas em relação a minha pessoa. A coisinha número 1 é que, obviamente, sou louca de paixão por Suzani e a número 2 é que devo estar ficando velha (ou tendo flashbacks) por fazer trocadilho com uma música soooo early 80’s.Gracinhas à parte, eu te pergunto: Tem coisa mais gracinha do que as cores e desenhos deste fabuloso (e secular) tecido?

O Suzani é um tecido feito desde a antiguidade na Ásia Central, mais precisamente no Cazaquistão, Uzbequistão e Turcomenistão (nigga,where?). A origem do nome Suzani vem da língua Persa e significa Beleza Tribal. Por ser de estilo rústico e milenar é figurinha fácil em projetos de decoradores do mundo todo, sendo usado para forrar móveis, cobrir paredes e tudo mais que você imaginar.

Adoraria descobrir onde comprar um bem bonitão pra mim sem ter q ir tão longe pra encontrar. Alguém tem uma dica? Por enquanto me contento a imaginar tudo que poderia fazer se tivesse um Suzani aqui em casa. Simplesmente tudo!

 

Almofadas-tentação!
Cadeira-luxo e pufe-fofura!

 

Mantas-escândalo!
Não tem coisa que me incomode mais em decoração do que aquele ambiente todo certinho, arrumadinho, sem um enrugadinho na roupa de cama, uma revistinha fora do lugar ou um tortinho do quadro na parede. Tudo tão chato e previsível que eu realmente tive uma enoooorme necessidade de colocar tudo no diminutivo na frase anterior. Não que eu não seja uma pessoa organizada, isso eu sou e muito. O que quero dizer é que tudo muito no lugar parece estático, sem novidade, sem vida. E vida é coisa que essa casa aqui embaixo transborda. Concorda?
 
Uma delicioso exercício reparar em cada detalhe e perceber que conseguir harmonia no “quase caos” é realmente para poucos.Fotos: The Selby

Vou te fazer uma pergunta e quero sinceridade, ok? Quantas vezes você realmente usa a mesa de jantar e faz suas refeições nela, sozinho ou junto com a família? Se a resposta for a da maioria dos entrevistados, você respondeu quase nunca, não é mesmo?

Pois é, essa constatação foi prevista pela consultoria inglesa WGSN, um dos maiores escritórios de pesquisa de tendências de moda do mundo, que lançou em 2010 uma divisão específica para detectar o que será tendência na decoração, a Home Build Life (HBL).

Segundo a WGSN, a sala de jantar não vai mais existir em 2020. Pelo menos não como espaço formal, mesa retangular com lugares marcados que representem a hierarquia familiar. As refeições diárias ou as de dias festivos serão feitas informalmente nos sofás, diante de mesas que abrem e fecham, ou num prolongamento da cozinha em mesas arredondadas (como nas copas de antigamente), num ambiente mais acolhedor e de aproximação entre as pessoas. “A sociedade está cada vez mais trancada em condomínios e mantendo relações virtuais que diminuem a interação real”, diz Andrea Bisker, diretora da WGSN para a América do Sul. “É natural que se busque o conforto do lar como antídoto para a insegurança, como local para relaxar, se proteger e ter conforto.”

Esse movimento gera o desejo do consumidor por uma casa flexível, com móveis que podem ser mudados de lugar facilmente em ambientes modulares e que tenham mais de uma utilidade. Particularmente, apesar de reconhecer a tendência e acreditar que minha sala seria muito mais ampla sem a tradicional mesa de jantar, continuo old school e mantenho a minha, porque mesmo usando pouco, acho que ainda é melhor com ela do que sem ela.

TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO:
Pouco espaço? Um aparador atrás do sofá vira mesa na hora das refeições.
Espaço multiuso: Mesa de jantar + home office no mesmo lugar.
Em dia de festa eu encostaria a mesa na parede e ganharia uma pista de dança.

Cadeiras diferentes trazem leveza e descontração a essa mesa gigantona.
Para dar nova função ao espaço é só distribuir as cadeiras pela casa e usar a mesa como aparador.
Essa minha mesa de jantar é tudo. Ocupa pouco espaço, tem tampo extensível e 4 lugares que já chegaram a 10 num almoço entre amigos. Posso mudar estofado e até jogar uma tinta nela, mas no lixo eu não jogo não.

Fotos: Site Casa e Jardim (com exceção da primeira vinda do site da Casa Cláudia e da última que é minha )