Quando vejo algumas casas internet afora, eu digo baixinho pra mim mesma: por que não sou eu a dona dessa maravilha, meu Deus? Essa invejinha branca dura apenas alguns segundos e nem poderia durar mais, porque se não meu cafofo ficaria com ciúmes.

Um exemplo disso que eu tô dizendo é esse apartamento dos anos 1960 em São Paulo, que foi todo reformado pelo arquiteto Gustavo Calazans e mistura rusticidade e muita elegância em 185m² muito bem aproveitados.

Amei cada detalhe, sem exceção, mas elegi meus 7 favoritos que fazem toda a diferença.

1 – Cozinha integrada à sala de estar (Ainda derrubo parede e faço aqui de casa)
2 – Poltronas Diz do designer Sergio Rodrigues (Simplesmente lindas)

3 – Mix de pilar de concreto + paredes de tijolo aparente (Os dois juntos na mesma parede é covardia! Amo!)

4 – Bancada no comprimento da parede (Lindo e super funcional)
5 – Banquinho estilo Luiz XV renovado com tecido xadrez (O clássico que deixa o ambiente moderno)


6 – Mesa de madeira de demolição feita com uma antiga porta de templo (O futuro na decoração é ter presente um pouco do passado)

7 – Cadeiras Saarinen (Design que traz modernidade em contraponto com a rusticidade da mesa)

Poderia continuar com o oitavo, nono, décimo….acertos, mas vocês entenderam, né? O que eu quero dizer é que eu moraria fácil nessa casa. Esse realmente seria o maior acerto de todos. Concordam?

Fotos do site de decoração do UOL

A torcida do flamengo sabe (mas talvez você não saiba) que a Pantone é a empresa mais famosa do mundo quando o assunto é cor. Inaugurada em 1963, criou um sistema inovador de identificação e combinação de cores que é a base dos produtos e serviços da empresa. A Pantone fornece tabelas de cores voltadas para a indústria de impressão, têxtil, entre outras, com o objetivo de ajudar os profissionais dessas áreas a controlar o uso de cores e, de quebra, ainda aproveita a fama pra lançar produtos da marca como os que você vê aqui.
Explorando as cores e suas possibilidades, a Pantone criou até um hotel próprio, você sabia?
Pois a cidade de Bruxelas na Bélgica te dá a oportunidade de desfrutar de um hotel onde você pode escolher o quarto de acordo com seu humor ou estado de espírito. Se você é nervosinho, melhor reservar um quarto em tons de azul claro. Já os mais calientes, podem se jogar no de tons vermelhos.


A decoração do hotel tem como base o branco que serve para destacar as cores, afinal de contas tudo gira em torno delas. As suítes possuem fotos e painéis decorativos, poucos móveis e muitos detalhes vibrantes, que garantem uma experiência única.

Criar um hotel onde as pessoas possam “viver” o produto foi a grande sacada da Pantone, e mesmo que o hotel não seja exatamente para o consumidor final e mais voltado para empresas e profissionais, o conceito da marca está ali firme e forte.

Eu como sou diretora de arte e trabalho com as tabelas Pantone há milênios, fiquei amarradona de estar um dia nesse hotel. Fato que me hospedaria no tal quarto de tons de vermelho (Rs). E você? Qual escolheria?

A intenção não era a de mudar o mundo. Mas foi quase o que aconteceu ontem aqui em casa e durou exatamente um diazinho só. Me deu uma louca (eu quero é novidade!) e do nada, fiz mudanças significativas no layout do meu home office. Tudo começou com a chegada de um par de cavaletes (79 pratas cada na Etna, pasmem!) que comprei pra substituir a mesa antiga que tem a mesma idade que o número de camadas de tinta que já dei nela, muitas. Enfim, isso pra dizer que apenas o cavalete é novo. De resto foram umas pinceladas, redesenhar a disposição dos móveis, trazer coisinhas esquecidas em outros cômodos e começar a brincar. Cara, como eu voltei a me sentir bem nesse cantinho da casa de novo! Mudanças assim mudam muita coisa. Believe me.

Vou colocando fotinhas comentadas pra você ver como é fácil se empolgar e fazer mudanças assim na sua casa também, tá?

 

Fala sério! Quanta diferença! Trouxe a estande mal aproveitada da sala, o pufe e um monte de coisas que gosto e estavam espalhadas pela casa. Note que o tampo da mesa foi aproveitado da mesa antiga, só ganhou tinta branca.
Visão de quem entra no ambiente. A mesa que tava à direita, passou pra esquerda, onde estava um sofá que foi pra sala de estar dar uma espairecida.
 Toque que traz harmonia: prateleira pintada na mesma cor da parede oposta. Lousa feita por mim: moldura antiga + pedaço de eucatex pintado com tinta preta. Olha como o tampo da mesa em branco clareou o ambiente.
Na parede recém pintada agora fica a estante. Um pufe e uma cadeira ficam de stand by caso alguém apareça pra uma reunião. Objetos divertidos e música também animam o trabalho.

 

Se gostou da mudança e quiser revolucionar um ambiente da sua casa em apenas 24 horas, vá em frente. Nada que um relaxante muscular no dia seguinte não resolva. 🙂

Todo sábado pra mim é religioso. Acordo, boto uma roupinha leve, um sapatinho baixo e vou bater perna na feira livre que rola perto da minha casa. Entre um pastel de queijo e uma água de coco (odeio caldo de cana), o que chama a atenção na feira, além de suas cores e perfumes por supuesto, é a quantidade de lixo que sobra no final.

Pensando em minimizar a quantidade de material descartado, já que a vibe do momento é ser sustentável, designers antenados e bem intencionados se ligaram nisso e passaram a transformar “lixo” em objeto de desejo na decoração. Caixotes, engradados plásticos e páletes servem de inspiração na hora de decorar, seja no reaproveitamento desses materiais ou na simples reprodução de seus desenhos originais. Nada mais cool.

 

Projeto de design que promove a releitura dos “caixotes de feira” sem perder a essência de seu formato original. O caixote original feito de ripas de madeira pínus dá lugar a uma estrutura sólida, feita de MDF laqueada. Veja mais aqui.

 

Outro projeto interessante é a reciclagem de páletes, transformando-os em mesas de café pintadas a mão. Saiba mais sobre estas criações nesse blog aqui.
Cadeira, poltrona e luminária produzidos em parceria pelo Studio Mamma e o designer Mauricio Arruda. A madeira é de embalagens que iriam para o lixo e é fornecida pela Ceagesp. Mais aqui.
Bufê da linha José, exposta no Museu da Casa Brasileira. Os móveis de madeira de demolição possuem cestos plásticos empilháveis no lugar das gavetas. Mais aqui.

Então pessoal, da próxima vez que você for à feira, fique ligado! O detalhe hype que está faltando na sua casa pode estar lá. Mas precisamente na hora da xêpa.

Colaboração do grande amigo e ilustrador Cisco Diz

Nota: Esse post já estava pronto antes da terrível tragédia que o Japão enfrenta. Publicá-lo hoje é a minha forma de prestar uma homenagem ao povo japonês e a todas as vítimas dessa catástrofe.
 Existe um costume nacional no Japão chamado Koinobori que é o de erguer mastros enfeitados com carpas de papel e tecido, uma tradição bem antiga que acontece desde 1603. Essa é a forma de comemorar o dia das crianças, particularmente, o dia dos meninos, que no Japão cai no dia 5 de maio. As carpas coloridas para os japoneses representam “jóias vivas que nadam”. Suas cores e estampas são resultantes de sucessivos cruzamentos e mutações genéticas planejadas por seus criadores. São peixes calmos que sobrevivem somente em águas límpidas e vivem cerca de 70 anos (há registro do recorde de 226 anos!). Esses peixes representam o desejo da família de que seus filhos cresçam fortes e vigorosos. Diz-se que as carpas podem nadar contra a correnteza e saltar cachoeira na época da desova e, por isso, simbolizam perseverança e valentia. Simbolizam também beleza, tenacidade, força, obstinação, vigor físico e mental.
O Koinobori é hasteado em todo canto do Japão para que os meninos cresçam com as qualidades de uma carpa. Há uma padronização de cor, referente a cada membro da família. O pai seria a carpa negra. O filho mais velho, a carpa vermelha. O segundo filho, a carpa azul. O terceiro, verde. O quarto, violeta. Depois de hasteadas para o dia das crianças, as carpas permanecem ao vento por algumas semanas, depois são recolhidas, limpas e guardadas com muito carinho para o próximo ano.
Por que te conto isso tudo? Porque mesmo tendo conhecido há pouco tempo sobre essa bela tradição e do que as carpas representam para os japoneses, já tinha grande admiração por suas cores e seus desenhos e acabei comprando uma pra mim quando passeava pelo bairro da Liberdade em São Paulo.Resumo da ópera: trouxe um pouco das cores dessa comemoração japonesa pra minha casa, só que em forma de almofada, que eu mesma enchi e costurei. Ao contrário do Koinobori japonês, na minha casa todo dia é “dia das meninas” e a minha carpa fica nadando (decorando) pra lá e pra cá o ano todo.

Se você gostou, arigatô!

> Ao Japão, perseverança e valentia!
Sabe o que faz alguém largar tudo e correr atrás de um sonho? Paixão. E foi exatamente a paixão que moveu o fotógrafo Ricardo Visentin a deixar de lado o curso de engenharia civil nos idos de 1978, quando percebeu que a idéia de ser um promissor engenheiro já não era capaz de fazê-lo sonhar.
De lá pra cá, depois de muito se aprofundar no mundo das imagens, Ricardo desenvolve atualmente uma série de fotografias chamada “Rio em branco e preto”, com imagens que parecem conseguir o impossível: tornar os cenários multicoloridos do Rio de Janeiro ainda mais marcantes em duas cores, através de cliques de tirar o fôlego. Impossível não se apaixonar também não é mesmo?

 

Ricardo Visentin tem um estúdio de 100m² com pé direito de 5m e uma vista espetacular da enseada de Botafogo. Manda um email pra ele e saiba como ter um cenário espetacular como esses na sua casa também. E você acertou: Ricardo é meu brother, e sim, eu sou suspeita pra falar.

Dá uma olhada no clipe dele:

Montagem com foto do Apartment Therapy

Depois de alguns posts, muitas opiniões de amigos e um caminhão lotado de boas intenções, começa hoje oficialmente o meu querido blog sobre decoração de interiores e design chamado decorviva!

Essa idéia de montar um blog já vem de muito tempo e surgiu para resolver um certo probleminha interno. Já não havia mais espaço dentro da minha cabeça para armazenar todas as idéias que via por aí e gostaria de lembrar para reproduzir de alguma maneira na minha casa. Era tanta coisa interessante e bacana misturada na cachola, que se eu não compartilhasse eu enlouqueceria. E hoje estou aqui, fazendo alguma coisa a respeito para manter a sanidade.

Essa coisa de gostar de decorar a casa e fazer dela o meu (melhor) lugar no mundo surgiu com a influência da minha querida mãe, que sempre fez muita questão de que o nosso lar fosse o nosso refúgio contra todos os problemas do mundo, um lugar onde pelo menos da porta pra dentro estaríamos cercados de conforto, abrigo e muito amor. E foi com base na simplicidade da sabedoria de minha mãe que hoje consigo perceber que uma obra de arte na parede ou a cadeira do designer famoso não valem de nada se dentro de uma casa não existir amor. É dentro desse mundo de memórias afetivas que mergulho pra buscar a essência do morar bem e por onde sigo tentando resgatar sensações.

Sei que esta paixão por decoração é meio recente na minha vida, mas acho que está com toda a pinta de que um dia se transformará em amor. E este blog hoje é encarado como o meu primeiro passo rumo a essa transformação. É um lugar livre onde posso me expressar e despretensiosamente, inspirar. Onde posso dar dicas, conselhos e alternativas, mesmo quando ninguém solicita. É onde posso opinar sobre a cor que você deveria pintar sua parede e, sem querer, influenciar o astral do seu ambiente e da sua vida.

Espero sinceramente, que cada um de vocês possa aproveitar esse espaço também para compartilhar o que anda fazendo para que seu lar seja o reflexo da sua personalidade e o que considera fundamental para “sentir-se em casa”. Quem sabe não chegamos à feliz constatação de que escolhemos o mesmo tom para pintar nossas paredes. E que esse tom é decorviva!

Puxe uma cadeira, sente-se e fique a vontade. Você está entre amigos.
Vivi Visentin.

Sigam-me os bons e aproveitem!
O título-trocadilho desse post não deixa dúvida sobre duas coisinhas em relação a minha pessoa. A coisinha número 1 é que, obviamente, sou louca de paixão por Suzani e a número 2 é que devo estar ficando velha (ou tendo flashbacks) por fazer trocadilho com uma música soooo early 80’s.Gracinhas à parte, eu te pergunto: Tem coisa mais gracinha do que as cores e desenhos deste fabuloso (e secular) tecido?

O Suzani é um tecido feito desde a antiguidade na Ásia Central, mais precisamente no Cazaquistão, Uzbequistão e Turcomenistão (nigga,where?). A origem do nome Suzani vem da língua Persa e significa Beleza Tribal. Por ser de estilo rústico e milenar é figurinha fácil em projetos de decoradores do mundo todo, sendo usado para forrar móveis, cobrir paredes e tudo mais que você imaginar.

Adoraria descobrir onde comprar um bem bonitão pra mim sem ter q ir tão longe pra encontrar. Alguém tem uma dica? Por enquanto me contento a imaginar tudo que poderia fazer se tivesse um Suzani aqui em casa. Simplesmente tudo!

 

Almofadas-tentação!
Cadeira-luxo e pufe-fofura!

 

Mantas-escândalo!
O Carnaval chegou. E aquela sensação tenho-que-ser-feliz-a-qualquer-preço (!) também. E para você que não se programou, não viu a lista dos blocos, não marcou viagem e não comprou fantasia, aqui vai uma coisinha singela mas que pode te inserir de alguma maneira no espírito do carnaval. Uma super máscara para colorir q eu peguei na internet. É só pintar e colar uma (ou várias) na sua porta de entrada. Sabe aquela plaquinha de quarto de criança que diz aqui dorme uma princesa? A filosofia é a mesma e deixa claro: Aqui mora um folião, mesmo que você passe os 5 dias assistindo a todos os lançamentos da sua locadora. Divirta-se como achar melhor. Por que, afinal de contas, é carnaval.

Uma das coisas mais geniais que vi nos últimos tempos é capaz de resumir claramente a capacidade do brasileiro de ser criativo diante da adversidade. É o caso de uma artesã nordestina que usou o seu dom e muita imaginação para falar do problema da seca na sua região. Ela faz réplicas de garrafas de água mineral famosas usando areia no lugar da água. Um jeito impactante (e lindo!) de relembrar que temos cada vez menos água no planeta. Apoio a idéia e super quero uma (ou todas) pra mim. Vale a pena ver o video: