Não tem coisa que me incomode mais em decoração do que aquele ambiente todo certinho, arrumadinho, sem um enrugadinho na roupa de cama, uma revistinha fora do lugar ou um tortinho do quadro na parede. Tudo tão chato e previsível que eu realmente tive uma enoooorme necessidade de colocar tudo no diminutivo na frase anterior. Não que eu não seja uma pessoa organizada, isso eu sou e muito. O que quero dizer é que tudo muito no lugar parece estático, sem novidade, sem vida. E vida é coisa que essa casa aqui embaixo transborda. Concorda?
 
Uma delicioso exercício reparar em cada detalhe e perceber que conseguir harmonia no “quase caos” é realmente para poucos.Fotos: The Selby

Somar, dividir, multiplicar e subtrair. Já reparou na quantidade de operações matemáticas que a gente faz no dia a dia, contas que vão muito além de números num papel? Pense nas contas que você anda fazendo. Pense nos resultados que você vem obtendo em tudo o que você se mete e se compromete, com as pessoas que você convive, com o lugar que você vive, e acima de tudo com você mesmo. Eu tenho pensado tanto nessas equações complexas, que até a simplicidade de um post sobre “antes e depois” me leva a mais uma reflexão.
Cestinha abandonada + lata de tinta spray + boa vontade = Um lindo porta temperos.

Por essas e outras que eu acredito que a grande sacada da vida é somar. Tanta coisa boa junto só pode terminar bem.

Vou te fazer uma pergunta e quero sinceridade, ok? Quantas vezes você realmente usa a mesa de jantar e faz suas refeições nela, sozinho ou junto com a família? Se a resposta for a da maioria dos entrevistados, você respondeu quase nunca, não é mesmo?

Pois é, essa constatação foi prevista pela consultoria inglesa WGSN, um dos maiores escritórios de pesquisa de tendências de moda do mundo, que lançou em 2010 uma divisão específica para detectar o que será tendência na decoração, a Home Build Life (HBL).

Segundo a WGSN, a sala de jantar não vai mais existir em 2020. Pelo menos não como espaço formal, mesa retangular com lugares marcados que representem a hierarquia familiar. As refeições diárias ou as de dias festivos serão feitas informalmente nos sofás, diante de mesas que abrem e fecham, ou num prolongamento da cozinha em mesas arredondadas (como nas copas de antigamente), num ambiente mais acolhedor e de aproximação entre as pessoas. “A sociedade está cada vez mais trancada em condomínios e mantendo relações virtuais que diminuem a interação real”, diz Andrea Bisker, diretora da WGSN para a América do Sul. “É natural que se busque o conforto do lar como antídoto para a insegurança, como local para relaxar, se proteger e ter conforto.”

Esse movimento gera o desejo do consumidor por uma casa flexível, com móveis que podem ser mudados de lugar facilmente em ambientes modulares e que tenham mais de uma utilidade. Particularmente, apesar de reconhecer a tendência e acreditar que minha sala seria muito mais ampla sem a tradicional mesa de jantar, continuo old school e mantenho a minha, porque mesmo usando pouco, acho que ainda é melhor com ela do que sem ela.

TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO:
Pouco espaço? Um aparador atrás do sofá vira mesa na hora das refeições.
Espaço multiuso: Mesa de jantar + home office no mesmo lugar.
Em dia de festa eu encostaria a mesa na parede e ganharia uma pista de dança.

Cadeiras diferentes trazem leveza e descontração a essa mesa gigantona.
Para dar nova função ao espaço é só distribuir as cadeiras pela casa e usar a mesa como aparador.
Essa minha mesa de jantar é tudo. Ocupa pouco espaço, tem tampo extensível e 4 lugares que já chegaram a 10 num almoço entre amigos. Posso mudar estofado e até jogar uma tinta nela, mas no lixo eu não jogo não.

Fotos: Site Casa e Jardim (com exceção da primeira vinda do site da Casa Cláudia e da última que é minha )
Mas você também pode assistir segunda, terça, quarta…
Sempre que você estiver de bobeira na net, sem compromisso ou urgências profissionais para resolver, essa é hora: Assista aos filminhos da série There’s no place like here no canal de vídeos do site da Etsy. Vale a pena conferir como pessoas de diversos cantos do mundo decoram suas casas e como imprimem muito de suas personalidades em cada detalhe.
Muito interessante analisar o que se assemelha ou se distingue do seu gosto pessoal em cada casa que você visitar. Quase uma aula de sociologia da decoração.

Como diz o sábio ditado camarão que dorme a onda leva, cá estou eu a me reciclar e a começar em definitivo a missão do conhecimento 2011. A resolução numero 1 foi iniciada na virada do ano e hoje não dou mais um centavo para Philip Morris (lê-se parei de fumar), concluíndo, me sinto mais inteligente. Já a resolução número 2 (sem trocadilhos, por favor), começou ontem com a minha primeira aula no curso de design de interiores e ambientação na UVA da Barra.
Este post é pra dividir mais essa novidade com vocês e dizer que isso é só o começo. Esse é o primeiro episódio da série back to school que acontece na minha vida, o que me traz a certeza de que a vida só vale a pena quando o conhecimento e a curiosidade não param de crescer nunca. Para o alto e avante!

Nota: Tem gente que pensa que decoração é brincadeira. E às vezes é mesmo. Clique aqui.

Hoje é último dia da Paralela Móvel, feira de design estreante que acontece junto com a Abup Móvel Show no Pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Fabricantes e importadores estão mostrando as novidades para o público lojista e ditando o que em breve será tendência na decoração. E adivinha o que foi quase uma unanimidade entre eles? O uso de cor. Muuuuita cor.
O decorviva! super apóia a iniciativa por razões óbvias.
Dá uma olhada nas peças que estão no portal casa.com.br ou clica no link abaixo e conheça um pouco mais sobre os criadores e suas (coloridas) criaturas.

 

Wish list decorviva!
Pufe da Corporação de ofícios

Bufê do Brunno Jahara
Banquinho da Fetiche design para casa